quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Metal qualquer


Exatamente sete dias,
e bastaram minutos em uma semana que já  passou para que os sentimentos se tornassem caos.
Sei que é estranho, pois já fomos diversas vezes ao paraíso juntos,
mas dessa vez após tanto tempo sem visitá-lo, me perdi ao tentar chegar sozinha.
Por que você não segurou minha mão?
Já deverias saber que nunca andei sozinha por lá...
Foi na caminhada que percebi que a nossa entrega agora é minha(talvez eu minta, porque talvez, mas apenas talvez, o nosso amor ainda seja nosso).
E como sou Ser de um único dom ou bizarrice, o de amante, limito-me aos meus sentimentos e arrisco-me a dizer-te que o amor que um dia foi nosso passou despercebidamente a ser apenas meu.
e foi esse MEU amor que me levou a entrega impensada e sem delongas e deixou-me assim: Como uma completa errante proibida e incapaz de entrar no paraíso por um bom tempo.
Das vezes que me levou ao céu sentia-me estrela, mas agora sinto-me como um metal qualquer e insignificante, que por hora é guardado na caixinha onde dança uma bailarina, nao sei se simplesmente por apego aos bons momentos que um dia lhe rendi, ou apenas por pura pena que me deixas juto aos seus inquebráveis diamantes.
Mas...
Já que não posso entrar pelos portões celestiais , 
Deixe-me aqui!
Prometo servi-lhe como um bom anel de aço, mas só enquanto não acho o caminho de volta ao paraíso,
Se é que ele ainda existe.
           

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